LabIUtil    useit.com    usernomics    usableweb
Laboratório de Utilizabilidade Home Page
LabIUtil - Laboratório de Utilizabilidade  
Home Publicações Projetos de Pesquisa Ferramentas para Usabilidade Serviços e Cursos Eventos Sobre o LabIUtil
Home >Publicações >Anais do Workshop 96 > Artigos > Neri
  

 


Índice

1. Introdução

2. Revendo as velhas
metáforas

2.1 Organizações como
máquinas

2.2 Organizações como organismos, cérebros
e culturas

2.3 Organizações como
sistemas autopoiéticos e
hologramas

3. Qualidade total e outros modismos

3.1.Característicos de Direção

3.2.Característicos de Ação

3.3.Característicos de Sentido

4. Novas filosofias e
velhas metáforas

4.1. Jacques Lacan

4.2. David Bohm

4.3 Guatarri

5. Novas idéias

6. Bibliografia

"ORGANIZAÇÕES, VELHAS METÁFORAS E NOVAS IDÉIAS"

Dr. Eng. Francisco Antonio Pereira Fialho
Departamento de Expressão Gráfica
Dr. Neri dos Santos
Departamento de Engenharia de Produção
Universidade federal de Santa Catarina
Campus Universitário, Trindade, Florianópolis, SC, Brasil, CEP 88041-800
(0482) 2319705; E-mail FIALHO@MBOX1.UFSC.BR
Eng. Christianne Coelho
ELETROSUL - Centrais Elétricas do Sul do Brasil S. A.

PALAVRAS CHAVE

Organização, Metáforas Organizacionais, Paradigmas, Arquétipos Organizacionais

1. INTRODUÇÃO

A literatura recente, no campo organizacional, confirma uma tendência relativa a uma exaustão do modelo de produção em massa, um "conjunto consistente de regras que configura uma forma particular de organização e um padrão cultural que afeta a lógica de decisão dos gerentes desde os anos vinte " (Alves Filho et ali, 1992).

O mero abandono da antiga visão da administração tradicional ( figura 1 ) onde as metas da alta administração têm prioridade sobre os desejos dos clientes, e em que as empresas, de alguma forma, tentam impor seus produtos e serviços a esses clientes, utilizando diferentes recursos, como marketing, reserva de mercado, formação de cartéis, monopólio e redução de preços não significa, por si só, o abandono do taylorismo. Esse, apenas, se apresenta sob nova roupagem, dando lugar a uma nova situação onde a estrutura piramidal de poder aparece invertida ( figura 2 ):

O fato é que estamos vivendo em um meio ambiente sujeito a rápidas e, até certo ponto, imprevisíveis mudanças. Uma turbulência característica da chamada sociedade pós industrial.

Dentro desse cenário, os teóricos das organizações buscam um novo paradigma capaz de responder às exigências cada vez mais complexas de um mundo que, ao mesmo tempo em que se transformou em uma aldeia global, continuou a enfatizar o produto (o lucro) em detrimento do produtor (o ser humano).

De acordo com Wood (1992), a idéia de uma produção flexível resultou das observações de Eiji Toyoda de que o modelo de produção em massa não funcionaria bem dentro da cultura japonesa. É preciso ressaltar, no entanto, que o modelo japonês não é algo realmente novo, mas apenas "uma adaptação do fordismo às condições locais do Japão (Alves Filho et ali, op. cit.) de tal forma que "toyotismo, essencialmente, não é nada mais além de uma evolução do fordismo" (Wood, op. cit.).

Os milagres dos tigres asiáticos e, mais recentemente, da nova China capitalista, podem ser tributados, antes de mais nada, a uma conseqüência da aplicação de capital em países de mão de obra barata com baixos requisitos de proteção ambiental do que a alguma nova teoria organizacional.

Em contraponto, e de forma a garantir conquistas sociais e ambientais do Primeiro Mundo, sem perca da competitividade, barreiras alfandegárias vão cedendo lugar aos chamados `selos normativos', a saber: o selo da qualidade (ISO 9000); o selo verde (ISO 14000) e o selo social (ISO 22000). "Condições ambientais mais e mais complexas estão pressionando as organizações em direção a um aumento de sua capacidade adaptativa" (Doll, Vonderembse, 1991).

Dentro desse cenário de transformações verificamos que mais do que velhas metáforas, saltos horizontais, refinamentos e sofisticação do estabelecido, precisamos de novas idéias, de uma revisão profunda em nossos conceitos e leituras do mundo. É a essa tarefa que se propõe o presente artigo.


Adaptação livre do site: www.nngroup.com
realizada por Renate de Oliveira