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Índice

1. Introdução

2. Revendo as velhas
metáforas

2.1 Organizações como
máquinas

2.2 Organizações como
organismos, cérebros
e culturas

2.3 Organizações como
sistemas autopoiéticos e
hologramas

3. Qualidade total e
outros modismos

3.1.Característicos de Direção

3.2.Característicos de Ação

3.3.Característicos de Sentido

4. Novas filosofias e
velhas metáforas

4.1. Jacques Lacan

4.2. David Bohm

4.3 Guatarri

5. Novas idéias

6. Bibliografia

"ORGANIZAÇÕES, VELHAS METÁFORAS E NOVAS IDÉIAS"

2.1 Organizações como máquinas

Quando os administradores pensam em organizações dentro dessa metáfora, tendem a administrá-las e projetá-las como máquinas constituídas de partes entrelaçadas onde cada uma desempenha um papel claramente definido no funcionamento do todo. Ao passo que, às vezes, isto pode provar ser altamente eficaz, em outros momentos, pode ter resultados muito desastrosos. Um dos mais básicos problemas do moderno gerenciamento é que a forma mecanicista de pensar fica tão integrada em nossas concepções diárias de organizações que freqüentemente é muito difícil encontrar outra forma de organizar.

O Quality Function Deployment (QFD), por exemplo, resgata necessidades provenientes tanto do ambiente externo como interno e as converte em requisitos para desenvolvimento de produtos, monitorando todo o processo produtivo em diferentes etapas. Um método, denominado ciclo PDCA (Ishikawa, 1993), composto de quatro fases também é empregado para acompanhar o processo (figura 4). Estas fases são:

1) Planejamento (Plan): estabelecimento de metas e métodos.

2) Execução (Do): treinamento e execução propriamente dita das tarefas.

3) Verificação (Check): comparação do resultado alcançado com a meta planejada.

4) Ação (Action): atuação no sentido de adequar permanentemente o processo à realidade.

O QFD, se associado, ainda, ao Manufacturing Research Planning em ambiente Just in Time (MRP-III) e o Controle Estatístico de Processo (CEP), todos inseridos em um contexto onde atuam outras funções como administração financeira, marketing, etc., permitem, inclusive, obtenção de informações necessárias ao desenvolvimento de pesquisa para inovação tecnológica.

De certa forma, a despeito do discurso de inovação e modernidade, as fábricas modernas nada mais são do que grandes e sofisticadas máquina, onde os trabalhadores, com seus Kanbans e zero defeitos, funcionam como engrenagens perfeitas. Daí termos colocado, na figura 3, a ISO 9000, Qualidade, ênfase nos produtos (posto que os processos e as relações humanas importam na medida em que se tenham produtos com zero defeito), associado a este tipo de organização. É uma burocracia refinada e complexa, com uma `dinâmica estável', uma máquina capaz de enfrentar as turbulências do universo pós industrial.


Adaptação livre do site: www.nngroup.com
realizada por Renate de Oliveira