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Índice

1. Introdução

2. Revendo as velhas
metáforas

2.1 Organizações como
máquinas

2.2 Organizações como
organismos, cérebros e culturas

2.3 Organizações como
sistemas autopoiéticos e
hologramas

3. Qualidade total e
outros modismos

3.1.Característicos de Direção

3.2.Característicos de Ação

3.3.Característicos de Sentido

4. Novas filosofias e
velhas metáforas

4.1. Jacques Lacan

4.2. David Bohm

4.3 Guatarri

5. Novas idéias

6. Bibliografia

"ORGANIZAÇÕES, VELHAS METÁFORAS E NOVAS IDÉIAS"

2.2 Organizações como organismos, cérebros e culturas

Outra metáfora concebe organizações como organismos, enfocando a atenção no entendimento e no gerenciamento das `necessidades' organizacionais e nas relações ambientais. Neste enfoque os diferentes tipos de organizações são vistos como pertencentes a diferentes espécies, sendo o tipo burocrático apenas um desses. Sabemos que diferentes espécies são adequadas para lidar com diferentes demandas ambientais, o que nos permite desenvolver interessantes teorias sobre relações organização-ambiente. Mais do que isso, somos encorajados a entender como as organizações nascem, crescem, desenvolvem, declinam e morrem, e como elas são capazes de se adaptar às mudanças ambientais.

Também somos encorajados a considerar as relações entre as espécies e a desenvolver uma ecologia inter-organizacional. Como no caso de uma metáfora mecânica, este tipo de imagem leva-nos a ver e entender as organizações de uma perspectiva nova e diferente que tem contribuído muito para a teoria da administração moderna. A Abordagem Sistêmica e a Teoria Contingencial se suportam nesse tipo de metáfora. (Wood, op. cit.)

Quando, por outro lado, concebemos as organizações como cérebros, damos destaque a importância do processo de inteligência, aprendizagem e informação, o que nos proporciona uma estrutura de referência para, nestes termos, entender e acessar as organizações modernas.

Uma primeira abordagem trata o cérebro como um tipo de computador que processa informações. Outra aproximação percebe o cérebro como um holograma. Estas imagens, especialmente a última, salientam princípios importantes da auto-organização nos quais se precisa ter um alto grau de flexibilidade e inovação.

As diversas teorias a respeito do funcionamento do cérebro suportam os modelos holísticos, organizações de auto aprendizagem e, enquanto sistemas que se coordenam, com a própria idéia de organismo.

Organizações são, ainda, culturas, dirigidas por idéias, valores, normas, rituais e opiniões que as sustentam como realidades socialmente construídas. Este enfoque, o qual tem recebido atenção crescente, durante os anos recentes, dos escritores de culturas de corporações, dá-nos ainda outras formas de administrar e projetar organizações: através de valores, crenças, opiniões, e outras formas de consenso que guiam a vida organizacional.


Adaptação livre do site: www.nngroup.com
realizada por Renate de Oliveira