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Índice

1. Introdução

2. Revendo as velhas
metáforas

2.1 Organizações como
máquinas

2.2 Organizações como
organismos, cérebros
e culturas

2.3 Organizações como
sistemas autopoiéticos e
hologramas

3. Qualidade total e outros modismos

3.1.Característicos de Direção

3.2.Característicos de Ação

3.3.Característicos de Sentido

4. Novas filosofias e
velhas metáforas

4.1. Jacques Lacan

4.2. David Bohm

4.3 Guatarri

5. Novas idéias

6. Bibliografia

"ORGANIZAÇÕES, VELHAS METÁFORAS E NOVAS IDÉIAS"

2. Revendo as velhas metáforas

Gases se caracterizam pela dispersão. O Rebanho Humano (1) não conhece qualquer forma de organização. Uma pessoa, nesse estágio evolutivo, dentro de uma organização, se sente como alienado da mesma. Essa situação também pode ocorrer quando os interesses individuais não convergem, em nenhum sentido, com o da organização em que, nesse caso, se vê prisioneiro. Uma visão mais psicológica se utiliza dessa metáfora de forma mais abstrata: a idéia de que as organizações são `prisões psíquicas' (Morgan, 1986), onde as pessoas se tornam amarradas por suas próprias idéias, pensamentos, e opiniões ou crenças, ou por preocupações originárias da mente inconsciente.

Dentro dessa linha, as organizações podem ser entendidas, também, como instrumentos de dominação. Pode-se enfocar os aspectos potencialmente exploradores, como as organizações freqüentemente usam seus empregados, suas comunidades vizinhas, e o mundo da economia para alcançar seus fins, e como a essência da organização apoia-se no processo de dominação no qual certas pessoas imporão suas idéias sobre os outros.

Pode ser que nossos modos favoritos de organizar manifestem uma preocupação inconsciente com a idéia de controle, uma forma reprimida da sexualidade, um medo de morte, ou um desejo de minimizar ou evitar situações provocadas por ansiedade. Pode ser que sejamos prisioneiros de ideologias que nos confinem em modos alienados de vida? A imagem de uma prisão psíquica convida-nos a examinar a vida organizacional para ver se, e de quais maneiras, nos tornamos amarrados por processos conscientes e inconscientes criados por nós próprios. Essa metáfora oferece muitos `insights' importantes sobre os aspectos psicodinâmicos e ideológicos da organização.

A imagem de dominação ajuda-nos a entender os aspectos da organização moderna que tem radicalizado, em muitas partes do mundo, as relações de administração-trabalho.

Figura 3 - Metáforas Organizacionais

Esta metáfora, de organizações enquanto prisões psíquicas é particularmente útil para entendermos as organizações a partir da perspectiva de grupos explorados, e para entender como ações que são racionais sob um ponto de vista podem se mostrar como exploração sob outro.

Nos líquidos prenuncia-se, já, alguma forma de relação entre os elementos que o compõe. A Tribo Humano (1) precisa estabelecer um conjunto de regras mínimas para possibilitar a convivência entre seus membros.

Organizações, vistas como partidos políticos, permite-nos focalizar os diferentes conjuntos de interesses, conflitos e jogos de poder que formam as atividades organizacionais. Como projetos de sistemas de governo uma análise deste tipo se suporta nos vários princípios políticos para legitimar diferentes regimes, bem como os fatores que constituem a política da vida organizacional.


Adaptação livre do site: www.nngroup.com
realizada por Renate de Oliveira