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Índice

1. Introdução

2. Revendo as velhas
metáforas

2.1 Organizações como
máquinas

2.2 Organizações como
organismos, cérebros e culturas

2.3 Organizações como
sistemas autopoiéticos e hologramas

3. Qualidade total e
outros modismos

3.1.Característicos de Direção

3.2.Característicos de Ação

3.3.Característicos de Sentido

4. Novas filosofias e
velhas metáforas

4.1. Jacques Lacan

4.2. David Bohm

4.3 Guatarri

5. Novas idéias

6. Bibliografia

"ORGANIZAÇÕES, VELHAS METÁFORAS E NOVAS IDÉIAS"

3. Qualidade total e outros modismos

Já no código de Hammurabi (2150 a.C.), consta que "se um construtor erguer uma casa para alguém e seu trabalho não for sólido, e a casa desabar e matar o morador, o construtor deverá ser imolado"' (Gitlow, 1993). Fenícios amputavam a mão do fabricante de produtos defeituosos. Egípcios e astecas aferiam blocos de pedra com um cordão. No século XIII, negociantes e artesãos formaram corporações, as guildas, com a finalidade de treinar e acompanhar a qualidade de produtos. Na Revolução Industrial, surgem conceitos como: produção em massa, processos complexos, manutenção de equipamentos e nível de qualidade exigido.

Para Garvin (1992), uma organização, no sentido da qualidade, pode optar dentre cinco abordagens distintas:

Abordagem baseada no produto
Abordagem baseada na produção
Abordagem centrada no usuário
Abordagem baseada no valor
Abordagem transcendental

Feigenbaum (1994), caracterizou a evolução do controle de qualidade também segundo cinco fases distintas:

Controle de Qualidade pelo Operador
Controle da Qualidade pelo Supervisor
Controle da Qualidade por Inspeção
Controle Estatístico da Qualidade
Controle da Qualidade Total

Segundo esse mesmo autor (op. cit. p. 79), a qualidade de produtos e serviços é afetada por nove áreas, quais sejam: Mercados; Dinheiro; Gerenciamento; Homens; Motivação; Materiais; Máquinas e mecanização; Métodos modernos de informação e Exigências na montagem do produto.

Alguns aspectos comuns podem ser identificados nas recomendações dos diferentes profissionais que atuam nessa área, a saber:

  • quanto mais integrada estiver uma organização com o seu meio ambiente externo e interno, melhores serão os resultados de seus processos.

  • quanto mais otimizados estiverem os processos de uma organização, melhor será a qualidade de seus produtos.

  • quanto maior a participação de todas as pessoas envolvidas nos processos de uma organização, maior será a possibilidade de sobrevivência e crescimento no negócio.

Esses aspectos, entretanto, quer sejam referentes a indivíduos, grupos ou organizações, parecem configurados sob três grandes categorias que se repetem em ciclos. Cabe ressaltar que, para cada ciclo, os conceitos de essencialidade (direção), estabilidade (ação) e evolução (sentido) parecem se verificar, embora variando de um para outro quanto ao tempo de duração e a intensidade de ocorrência.


Adaptação livre do site: www.nngroup.com
realizada por Renate de Oliveira